terça-feira, 30 de junho de 2009
Negro Fyah

Nascido e Criado em Salvador-BA... Matheus Bitencourt (Negro Fyah) desenvolveu o interesse pela música desde cedo, quando simplesmente ouvia rap / Hip-Hop na porta de casa com os amigos. Após conhecer o reggae muita coisa mudou e foi uma questão de tempo para conhecer Rastafari.
Em Fevereiro de 2008, Matheus começou a gravar músicas no computador para passar o tempo, seus amigos o apoiaram e gostaram da idéia, a partir de então o adolescente que na época tinha 15 anos, começou a levar as coisas a sério.
Suas músicas tiveram uma imensa evolução em profissionalismo, ritmo e mensagens. Hoje Matheus prega revolução e protesto de uma forma Pacifista nas suas músicas, passando mensagens de paz, fé e união. Também trabalha fazendo musicas românticas, sempre falando sobre suas experiências sentimentais e situações do seu cotidiano.
Gravação Do Cd Parte1
Comunidade Orkut
Myspace
Music Download
Jamaicano Brasileiro
Quem Trabalha Constrói
ENTRE EM CONTATO:
Tel: (71) 3244-3895 MATHEUS BITENCOURT
E-mail: matheus.negro.drama@hotmail.com
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Entrevista Ras Mocambo
Cultura Rasta: Primeiramente Satisfação em poder trocar essa ises com os Irmãos!JAH Rastafar IRas Mocambo:Satisfação é nossa! Agradecemos desde já pela oportunidade, pedindo as bençãos do Pai, do Filho e do Espirito Santo, Jah RastafarI abençoe!
Cultura Rasta:Ha quanto tempo a banda esta na estrada? como, onde e quando surgiu, enfim fale-nos mais Sobre a Banda Ras Mocambo.
Ras Mocambo: Esse nome surgiu no inicio de 2005 quando eu (Ronaldo), junto a mais alguns irmãos, que mesmo sem conhecer a musica Reggae em sua profundidade, já recebiamos nossas primeiras curas e sinais de Jah Rastafari em nossas vidas, sendo isso despertado atraves do dom da musica e do contato com a natureza, daí surgiu o "Ras Mocambo" que significa: "Refúgio na mata do Ras", nosso refúgio antes de ser um lugar material externo, é a propria banda em ação, pois é cantando e tocando que invocamos esse Reino.
Cultura Rasta: Gostaria de saber a visão dos Irmãos sobre a relação entre o Jah Music brasileiro e os que são de fora que por sinal são muito fortes aqui no Brasil,combinam-se ou nem se comparam?Aproveito pra perguntar, se os Irmãos tem influências musicais.
Ras Mocambo: Nós sempre nos concentramos em se aprofundar dentro do Reggae, conhecendo-o em sua origem, e se sabendo que ele vem da musica espiritual do povo Rastafari, nós sabemos onde está a sua fonte. É nas montanhas da Jamaica através do Nyahbinghi, nos guetos através dos Rockers e dos Sound system espalhados pela Ilha. Hoje tanto aqui, quanto lá vemos o Reggae sendo levado por outro caminho, pessoas cantam em cima desta melodia não mais aquelas canções de libertação e louvores ao ensino de Sua Majestade Imperial como no inicio, isso não significa que "todas" essas pessoas estão faltando com sinceridade ou verdade, mas tambem vemos algumas bandas tocando um Reggae a altura do Roots music Jamaicano. Pra nós que procuramos tocar essa musica em sua raiz, acreditamos que todos que trabalham com esse ritmo deveriam saber do que se trata, e se trata da musica espiritual de um povo, isso deve ser respeitado e não pode ser roubado.
Quanto as nossas influencias a lista é grande! Pra nós a época de ouro é dos anos 60-80, deste periodo vem quase todas as nossas influencias: Bob Marley, Peter Tosh, Bunny Wailer, Burning Spear, Dennis Brown, Twinkle Brothers, Horace Andy, The Congos, Linval Thompson... Mais tambem o Samba Brasileiro, o Blues, o Rock, a musica erudita, hinos espirituais... Da nossa epóca acrescentamos Midnite e as bandas Rastas nacionais, e muito Nyahbinghi pra purificar. Jah abençoe a todos pela inspiração.

Cultura Rasta:Quais as principais dificuldades que o artista do JAH music tem passado ultimamente no Brasil?
Ras Mocambo: Nós acreditamos e estamos observando que as dificuldades diminuem quando os irmãos se unem. Realizando nós mesmos as nossas apresentações, convindando e sendo convidado, isso só faz as dificuldades caírem, mas é fato que precisamos de estudios, aparelhos de gravações, para levar essas mensagens a um grupo maior de pessoas e tambem de nós mesmos exigirmos os nosso direito de apoio a cultura, que no papel é muito bonito, mas na pratica é ainda um pouco lento.
Cultura Rasta: Qual a nova "ordem mundial" que os Irmãos percebem estar sendo escrita pela música?
Ras Mocambo: A música Rasta tem o poder de livrar o homem de suas aflições, percebemos que quando cantamos, toda a diferença cai! Cantamos e tocamos doando a nossa pequena parcela de amor e não olhamos a quem, ou seja percebemos que esse sentimento puro do Cristo é despertado em muitos, devemos ter a atenção para percebermos toda essa oportunidade que nós temos ao ouvir essa música santa. Pra nós essa é uma grande "Ordem" que a musica sempre escreveu, fazer por um momento as pessoas louvarem em comum acordo.
Cultura Rasta:Fale-nos sobre os projetos que a Banda vem desenvolvendo.
Ras Mocambo: A banda Ras Mocambo está em sua fase de finalização do seu primeiro CD. Somos uma banda totalmente independente, lutamos sozinhos com a música, por esta razão o processo é um pouco demorado, mas logo estaremos levando essa boa nova a todos através do CD, que se chamará "Verdadeira Ciência", que pra nós trata-se do "Amor", pois nada pode ser sustentado se não pelo amor em Jah. Tambem estaremos realizando já a sétima parte do nosso evento "Original Rasta Reggae Rockers ABC, levando a musica Rasta aos nossos irmãos, em nossa ultima apresentação, realizamos uma primeira campanha de entrega de mudas, todos aprovaram, queremos que o todos saibam o quanto isso é importante pra vida Rastafari, e tambem estamos agora com o apoio das nossas irmãs e companheiras, elaborando um projeto junto as prefeituras para a expansão do conhecimento e aprofundamento da musica Rasta.
Cultura Rasta: Irmãos, acham que a pessoa que naum vive sobre os Ensinamentos do Altissimo, ao ouvir a Musica que fale sobre Rastafari, sobre a palavra,gera um interesse verdadeiro em saber sobre a vivencia, sobre os seus ideais, as lutas, em geral sobre a Vivencia Rastafari?Ras Mocambo: Nosso testemunho é através da musica Rasta. Tenho aqui irmão que assim como Eu, já fez muita besteira, pela musica se livraram de muitas situações, hoje acreditamos e nos dedicamos a cantar e tocar essa música para que as pessoas percebam o que nós percebemos, que é com o amor que devemos trabalhar e que Rastafari é uma escola chamando os homens pra se estudar e repatriar o coração.
Cultura Rasta: Hoje Vemos que vem crescendo muito a Força Preta a Força Rastafari, mas ainda com muito preconceito,por estarmos longe " geograficamente" de onde se originou o Rastafari,por estarmos aqui no Brasil, gostaria que os Irmãos falassem de como ve o Rastafari nos tempos de Hoje,
Ras Mocambo: Acreditamos que essa geração Rasta no Brasil, está produzindo e irá produzir muitos bons frutos. Pois todos estão percebendo de que não se trata apenas de apresentações musicais, realizamos verdadeiros encontros de familias Rastas, expondo nossas artes, cúlinária, história, consagramos acima de tudo a união, independente de quem seja. Muitos casais estão se formando, filhos e filhas nascendo sobre a luz deste ensino, isso pra nós tem um enorme valor. Falta aprendermos muito, mais o conhecimento nunca para, e está chegando pra todos. O que vemos como um ponto positivo é a missão de estarmos conectados com a casa real de Jah que é a natureza, e muitos estão alcançando esse objetivo, viver nos campos, aprendendo a trabalhar com a terra, Isso pra nós é tambem muito valoroso, viver desta forma mais justa! Isso nos traz lembraças de Ethiopia, as águas do Rio Tigre estão correndo tambem aqui no Brasil, que é um Jardim da Afreeka! Jah em nossa mente, nosso lar na nossa mente, a distancia diminue. Agradecemos a todos que estão nessa batalha.
Cultura Rasta: Acham que essa discriminação que a sociedade tanto tem com o Rastafari vem diminuindo, devido a esse trabalhos realizados pelo Irmãos, trabalho realizado tanto na educação,como atraves da cultura?
Ras Mocambo: Com certeza, isso vem caindo, principalmente quando nos doamos de verdade pra obra que aceitamos realizar, quanto mais nos entregarmos, mais rapido veremos isso acontecer, todos estão percebendo a responsabilidade e o valor do serviço que está em nossas mãos, a sociedade deve olhar para o homem Rasta, e saber que nós estamos em pronta servidão, é pra isso que estamos aqui. Pra servir com amor sem não olhar pra quem for.
Cultura Rasta: Sabemos que tem algumas comunidades Rastafari aqui no Brasil, gostaria de saber se os Irmãos são de alguma comunidade? e aproveitassem para falar sobre a importancia dessas comunidades e sobre seus trabalhos realizados .
Ras Mocambo: Não somos de nenhuma comunidade, mais temos contato sim, com alguns irmãos e estamos sempre na conecção com as pautas e serviços realizados por essas comunidades. Damos graças a Jah Rastafari por termos a oportunidade de contar com todos esses irmãos, o serviço Rastafari, não nescessita somente de músicos, a vida em comunidade é uma reeducação, saber que isso já vem sendo realizado é otimo pra nós. Realizamos tambem nossas Ises com estudos e encontros músicais com os imãos da Jah I Ras, Nazireu Rupestre, Sinai, Nyah Live. Selassie Respeito a todos!
Cultura Rasta: Pra finaliza, deixe um Big para os Irmãos.
Ras Mocambo: Nós agradecemos mais uma vez pela oportunidade, e louvamos a Jah Rastafari pela graça concedida a nós, que é entre "uma das" a música, a qual nos dedicamos a estar realizando um bom trabalho a todos.
A todos que estão ao serviço dos nescessitados, acima de cor, raça, credo, Um Jah pra todos!
Tambem aos irmãos e irmãs que estão fazendo nossa bandeira brilhar cada dia com mais intensidade.
As bandas: Jah I Ras, Sinai, Nazireu Rupestre, Nyah live, Veja luz, a todos irmãos de Diadema, Ideal Roots, as nossas irmãs, companheiras, familias... Jah abençoe a todos.
Cultura Rasta: Damos Graças pela oportunidade dessa Ises.JAH Abençoa a caminhada, Rastafar I
Ras Mocambo:Valeu Cultura Rasta, O Pai, o Filho e o Espirito Santo em nós. Haile I Selassie I Jah Rastafari
Banda Ras Mocambo
Baixo: Ralph Petelinkar; Bateria: Guaraci Akani; Guitarra: Frank'Linn'; Teclado: Magoo; Percussão: André Naya; Trompete: Afreeka Arruda; Trombone: Diego Santos; Vocal: Ronaldo Hergovich.

Mysapce Ras Mocambo
www.myspace.com/rasmocambo
Mp3 "A cura está na floresta"
http://rapidshare.com/files/32789872/03_-__Ras_Mocambo_-___A_cura_est__na_flor_sta__.mp3.html
Mp3 "Nação Perdida"
http://rapidshare.com/files/32792784/06_-__Ras_Mocambo_-___Na__o_Perdida__.mp3.html
JAH Abençoa*
Omega Inad
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Empress Zewditu of Ethiopia (Filha de Menelik II)
Vivia a Etiópia, durante o século XIX, um período de confronto entre os senhores feudais (denominados de “ras”) . O poder central, enfraquecido desde o século XVIII, jazia quase esquecido. As quatro maiores regiões da nação – Tigré, Amhara, Godjam e Choa, lutavam entre si pelo domínio. Ao lado disso, uma disputa religiosa entre os cristãos coptas e o avanço dos fiéis muçulmanos, servia para ainda mais dividir o país.
Quando restavam apenas dois rivais, no final do século XIX – o Tigré e Choa, surgiu um aventureiro que, dizendo-se descendente da Rainha de Sabá, e chamado Kassa, desposou a filha do ras de Gondar, governando, em 1854, este território e Godjam. Kassa, então, assumiu o nome de Teodoros (ou Tewodros), e depôs o último dos imperadores – Joanes III – assumindo o título de “Negus Negasti” – ou seja, “Rei dos Reis”. A ele se opuseram várias regiões, chefiadas pelo rei do Tigré.
Transferiu a capital para Magdala e, tendo obtido apoio dos franceses, então sob o reinado de Napoleão III, enfrentou a Inglaterra que, mandando uma expedição chefiada por Sir Robert Napier, conseguiu libertar o imperador deposto e provocou o suicídio de Teodoros.
A guerra civil continuou, saindo vitorioso o Ras do Tigré, que tornou-se Negus Negasti e assumiu (1872) com o nome de Joanes IV. Este, ao contrário do usurpador Kassa, tinha sangue nobre, além de ser esclarecido.
Joanes enfrenta dificuldades externas, com as pretensões européias, sobretudo italianas, e internas, como revoltas e a oposição do Ras de Choa, Menelik, que apoiava os italianos, tendo assinado o “Tratado de Ucciali” com estes, em 1889. Em uma batalha na fronteira oriental, morre o Negus – e Menelik, com escopo ítalo-francês, torna-se o novo Negus.
Menelik II, pai de Zauditu
Menelik sofre infarto, em 1906, seguido de derrames que lhe paralisam os movimentos e impossibilitam a fala. Indicara, antes, como seu sucessor, o seu neto Lidj-Yassu (ou Lij Iyasu – sendo Lij um título para príncipe). Este, porém, declara-se muçulmano – o que leva o Conselho de Ministros (os “Rases”) a encontrar na filha de Menelik, Zauditu, uma sucessora capaz de frear o avanço dos maometanos. O Abuna, líder religioso copta, excomungou o jovem herdeiro, que foge.
Zauditu era filha de Menelik com "Woizero" Abechu de Wallo, um casamento anterior ao com a Imperatriz Taitu, e foi criada como uma princesa embora, pelo tradicional sistema sucessório, jamais cogitasse ascender ao trono.
Em 1882 casou-se com um descendente de Joanes IV, o príncipe Gugsa.
Em 1907, com a deposição de Yassu, é coroada Imperatriz – a primeira da História etíope moderna. Como regente, foi nomeado Ras Tafari Makonnen.
Zauditu era diabética. Nos dois últimos anos de sua vida, a Imperatriz ficara cada vez mais reclusa e misantropa, tornando-se extremamente mística.
Reinado
Durante seu império o país esteve dividido em três partidos principais, que na Corte em Adis Abeba (a “Nova Flor”, em amárico – fundada por Menelik) disputavam o poder: a aristocracia, chefiada pelo Ministro da Guerra, eminentemente conservador e com prestígio militar; os partidários do regente Ras Tafari, progressista, aberto aos estrangeiros e, finalmente, os partidários da própria Imperatriz que, neste jogo de poder, procurou manter o equilíbrio – e evitar a volta do sobrinho deposto – que em 1921 foi preso no Tigré.
Com o advento da I Guerra Mundial, Ras Tafari consegue inserir a Etiópia no cenário internacional. Com apoio de França e Portugal, consegue que o país faça-se representar na Liga das Nações, apesar da oposição de Inglaterra, Noruega e Austrália.
Sob a intercessão do Ras, Zauditu aboliu a escravidão em 1924. O exército foi modernizado, mas a administração nas zonas mais interiores continuava primitiva, de tal forma que a lei extinguindo os cativos não era ali respeitada.
O país enfrentou as pretensões italianas em seu território, avidamente disputado por este país.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Menelik II
Viveu a Etiópia por século um sistema feudal, onde o poder era dividido entre vários senhores, chamados de ras. Um deles, em meados do século XIX, o ras Kassa, proclamou-se imperador, sob o nome de Teodoros II, depondo um aventureiro que se proclamara com o nome de Joanes III, e começando o processo de reunificação do país.
Teodoros prendeu diversos opositores e buscou o apoio inglês, que culminou com desentendimentos que levaram a uma invasão ao território etíope, ao suicídio do imperador e à libertação dos prisioneiros (1867).
Após algum período de conflitos e disputas internas, que duram até 1872, ano em que o ras do Tigré, saindo vitorioso, é proclamado o novo Negus Negasti (rei dos reis), assumindo como “Joanes IV”. Surge, então, a figura de Menelik, ras do Choa, que estivera preso sob o governo de Teodoros, como um dos pretendentes ao trono.
Sahle Mariam, nome de batismo de Menelik, pertencia à família real da província do Choa (Shewa, em inglês), descendente de Abeto Yaqob – filho do Imperador Libne Dingel – e que, no século XVI, se refugira no Choa por conta dos conflitos religiosos com Ahmed Gragn. Menelik era filho do rei (ras) Haile Melekot, do Choa, com a “Woizero” Ijigayehu. Melekot era, por sua vez, filho do primeiro rei de Choa, Sahle Selassie, com sua esposa Bezabish. Sua mãe Ijigayehu, por sua vez, era filha de uma dama da Corte da mãe de Sahle Selassie que dizem ter sido oriunda de Gondar, trazida para a capital Ankober a fim de introduzir ali os costumes e práticas de etiqueta apropriadas.
Sua mãe nunca se casou com o rei Melekot, mas seu avô, Sahle Selassie, legitimou Menelik como seu neto, e depois o próprio pai o fez, quando assumiu o cargo.
Ascensão ao trono etíope
Durante o conturbado governo de Teodoros II, que sucedera ao usurpador Joanes III, Sahle Mariam (Menelik, então com apenas 9 anos) e todos os eventuais opositores foram aprisionados na cidadela de Magdala, situada nas montanhas, e feita capital no seu governo.
Apesar disso, Teodoros II encheu-se de apreço por Menelik, chegando a cogitar do seu casamento com uma de suas filhas, Alitash Teodoros, o que ocorre durante o período em que esteve em Magdala. A crueldade do rei, junto às inúmeras insurreições que provocara, enfraqueceram-lhe o governo e, tendo desafiado a presença inglesa no território etíope, é atacado por uma tropa chefiada por sir Robert Napier. A 30 de junho de 1865, Menelik foge de Magdala, abandonando sua primeira mulher, o que mais ainda provoca a ira do Negus.
Acuado, Teodoros comete o suicídio, em 1868. Sua morte é festejada no Choa, onde era tido por cruel opressor. Registra a História local que Menelik, porém, não se uniu à comemoração – fechando-se num quarto para prantear a morte daquele que era seu inimigo político, mas que fora-lhe como um pai. Reivindica, porém, para si, a sucessão de Teodoros.
A situação torna-se confusa, com muitos pretendentes nas demais províncias, como Wagshum Gobeze, que se autoproclama Negus Negasti com o nome de Tekle George III, e Dejazmatch Kassa Mercha, que não reconhece a nenhum deles. Diversos embates ocorrem e Kassa Mercha, ras de Tekle, derrota George III em Assam, e é coroado como imperador Joanes IV.
Menelik, de seu território natal em Choa, recebe (1887) uma delegação italiana, que resultou no Tratado de Ucciali, de 1889. Neste mesmo ano o ras Makonen, sobrinho de Menelik, consegue um empréstimo dos italianos – povo que, ingressando tardiamente na corrida colonialista européia, não escondia seus interesses na Eritréia e, também, na própria Etiópia.
Menelik reage, sofrendo várias traições, dentre as quais a da própria esposa, a Woizero Bafena. Joanes IV enfrenta uma série de rebeliões até que em combate contra os dervixes mahdistas, nas fronteiras ocidentais do país, vem a falecer (1889). O ras Menelik, então, com apoio francês e italiano, torna-se o Negus Negasti da Etiópia.
Casamentos
Após seu primeiro casamento com a filha de Teodoros II, Alitash, que abandonou em 1865, e voltando para o Choa, Menelik uniu-se a uma mulher mais velha, a quem chamava de sua esposa, a Woizero Bafena, união esta que não foi referendada pela Igreja Copta.De outra união, com a Woizero Abechi, Menelik teve uma filha, Zauditu, que estaria predestinada a ocupar o trono etíope. Numerosos filhos teria tido o futuro Rei, alguns dos quais reivindicando esta primazia, sem que fossem, entretanto, como tais reconhecidos.
De sua filha Shewaregga, nasceu o neto e herdeiro Lij Eyasu que, por aproximar-se do Islão, declarando-se converso, foi excomungado e afastado do trono – o que permitiu a ascensão de Zauditu.
Quando separou-se de Bafena houve uma tentativa de reconciliação, mas a idade avançada da rainha banida não lhe permitia mais produzir herdeiros, pelo que foi rechaçada. Conta a lenda que, ao ser apresentado a jovens pretendentes, Menelik teria comentado:
- “Vocês pedem que eu olhe para estas mulheres com os mesmos olhos que olharam uma vez para Bafena?”
O fato foi que, levado pela necessidade de manter o equilíbrio de forças, bem como de fazer seu sucessor, veio Menelik a desposar Taitu.
Casamento com Taitu Bitul
A 29 de abril de 1883, em Ankober, o Negus Menelik de Choa e de Keffa casou-se com Taitu Bitul – filha do Ras Bitul Haile Mariam, irmão do arquiinimigo de Teodoros II, Dejazmatch Wube Haile Mariam, e também com sangue real pelo lado paterno; sua mãe, Woizero Yewubdar, era da pequena nobreza de Gondar.
Seus irmãos Alula Bitul e Wele Bitul, que haviam ficado muito amigos de Menelik durante a prisão em Magdala, elogiavam a beleza de suas irmãs. Conta-se que, ao ser apresentado a Taitu, teria Menelik comentado a Wele:
- “Por que você deixou para me apresentar a mais bonita por último?”
Embora Taitu não tivesse os herdeiros pretendidos, seus sobrinhos e primos fizeram os casamentos mais estratégicos, uma das razões pela qual é considerada como uma das mulheres mais influentes da História etíope. Era bastante orgulhosa e tida como muito afeita à fé ortodoxa.
Fundação da “Nova Flor”
Construíra Menelik uma igreja devotada a Nossa Senhora no Monte Entoto, e logo depois um palácio. O local, embora estrategicamente protegido, não oferecia condições naturais de povoamento, pois a Corte seguira para lá. Por conta disso, Taitu e suas damas de companhia passaram a viajar com freqüência a um platô ao sul do Entoto, banhado pelo rio Finfine.
Este local era mais agradável, além de oferecer condições mais propícias ao povoamento que junto ao palácio do Monte Entoto. Além da casa erguida pela rainha, muitas outras foram sendo erguidas pelos nobres, depois pelos comerciantes. A este lugar denominou Taitu de “Adis Abeba” (em amárico, “Nova Flor”). Para ali foi transferida – oficialmente em 1887 – a capital de Choa e, mais tarde, capital da própria Etiópia.
CoroaçãoMenelik foi coroado imperador a 3 de novembro de 1889, na Igreja de Maria, no Monte Entoto, pelo Abuna Mattiwos, que tornara-se o primaz da Igreja Copta, substituindo ao Abuna Petros, que havia coroado o Imperador Joanes IV.
Dois dias após Menelik coroou sua esposa Taitu como Imperatriz, sob o título de “Luz da Etiópia”.As comemorações foram magníficas, com a presença de representantes de várias nações. Milhares acorreram, a fim de saudar os novos Imperadores.
O inimigo italianoAs pretensões imperialistas italianas fizeram-se cada vez mais ousadas no território etíope. Temiam o fato de Menelik haver encetado negociações com França e Rússia, dizendo que o artigo 17 do Tratado de Ucciali lhes dava o privilégio de intermediar toda e qualquer negociação externa. Menelik rebateu, dizendo que a versão para o italiano havia sido mal traduzida, posto que, segundo ele, a Etiópia “podia” se servir dessa intermediação – e não a ela estava obrigada.Em 1891 a situação piorou, tomando Menelik ciência de um tratado ítalo-britânico, onde seu país era dividido entre ambos por zonas de influência e protetorados.O Negus denuncia, então, o Tratado de Ucciali, e dirige-se em carta às nações européias, exigindo para a Etiópia uma saída para o mar. Para assegurar o apoio francês, concedeu a este país os direitos de construção de uma estrada de ferro do Djibuti para o interior.Os italianos avançaram pela Abissínia, em 1895. O governo de Francesco Crispi ansiava pela ampliação das conquistas italianas na África, e autorizara o general Baratieri, que era o governador da Eritréia italiana, a proceder aos avanços. O ras Mangacha, do Tigré, invadido, apela a Menelik, que declara guerra à Itália.
A Nação Etíope é reconhecida
Menelik, após essa vitória que grande repercussão internacional lhe proporcionou, chega a 1897 tendo sua nação finalmente ingressa no cenário político dos países.Com a França e Reino Unido delimita a fronteira com a Somália. Realiza inúmeros tratados de comércio e de concessões, sempre com proveito para o Tesouro Etíope.Em 1901 consolida as fronteiras do Sudão, com a Inglaterra e, em 15 de maio de 1902, assina um tratado com esse país sobre a política do Nilo.
Doença e desgostos – o ocaso
Sofrera Menelik vários infartos e derrames que o imobilizaram. Em 1906 já era infartado quando as três potências (Inglaterra, França e Itália) assinaram um tratado em que reconheciam a independência Etíope – mas reservavam-se no direito de intervir, na defesa dos seus interesses, em caso de mudanças internas. Pouco depois perdeu a fala e fica paralisado. Em 1907 designara seu sucessor Lidj Yassu seu sucessor, então com apenas doze anos, tendo já falecido o sobrinho, o ras Makonen.
A imperatriz Taitu, que assume o poder com sua morte, em 1913, não evita que as desordens voltem a se instalar no país, comprometendo as conquistas do grande Negus Negasti.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
“A Limpeza dos olhos”
Às vezes as coisas são difíceis, pois você vê e sente tudo o que se passa na sua vida. Você vê o mau e sente o mau, você vê o desrespeito e sente o desrespeito, porque você sente?Você sente porque vê, porque vê e pratica. O ser humano, acha que sabe de tudo, mas não sabe o que esta diante de seus olhos.
Diante de nossos olhos podemos ver de tudo um pouco, principalmente as coisas ruins, pois elas parecem ser maiores do que as coisas boas. Isso ocorre com os olhos sujos, pessoas na qual estão sendo dominadas pela concupiscência do mundo e pela soberba da vida.
Mas, jamais nascemos com os olhos vendados, afinal, educação vem do berço. Mau olhar é uma questão do mundo, soberano a tudo isso somente o AMOR.
Devemos olhar com o coração sincero. Se você não olhar com sinceridade, não estará enxergando, pois além de cego você esta pelado Nós nascemos pelados e conforme cada passo e cada evolução,nós vamos nos vestindo exteriormente,mas de acordo com o tempo,vamos evoluindo e devemos mudar de número nos tecidos ao vestir o nosso exterior.
Se vestir exteriormente é muito fácil, pois o mundo te dá todas as cartas possíveis.O difícil mesmo é vestir exteriormente.O seu EU interior é a parte onde necessita de prescissão ao se vestir.Se vestir interiormente começa pelo seu olhar,seu olhar é o q vai avisar a hora certa de se vestir.Ele vê e imediatamente transmite toda a ação para o seu coração,de acordo com o sentimento ele fará um trabalho examinador na sua consciência.
Cada lágrima escorrida em seus olhos ,é equivalente a uma lavagem da tristeza e que podemos também nos lavar de felicidade.
A lágrima é um sinônimo do sentimento interior de cada EU, cada gota tem uma importância.
Em toda essa lavagem a parte mais afetada será sempre seu coração, pois ele vibra em cada uma dela escorridas pelas bochechas,que ás vezes escorrem por todo o rosto te vestindo com o sentimento fincado naquele momento.Mas conforme todo esse processo de lavagem,sabemos que algo esta firme,que no caso é a “Terceira Visão”.Ela é a parte interior na qual ficará sempre forte,pois ela é o guia de cada EU,é ela quem te trará as revelações da vida e a firmeza nos passos.A “Terceira Visão” é quem te faz pensar antes de fazer algo,no momento em que você agir ela esta encarregada de fazer o controle da situação,pois é ela que vai te trazer a certeza do que você esta vendo e fazendo.
Nisso, sabemos que os olhos são um dos nossos motores interiores,portanto,ele é o primeiro a ser ligado para praticar suas ações,mas ele também prescisa de manutenção,não para trocar um eixo ou uma engrenagem enferrujada,mas sim a “Evolução e a Certeza”.Essas são as peças principais dos nossos olhos,que devem passar por uma manutenção,pois a evolução no olhar é a dignidade de você praticar sua profissão e também de se infiltrar com o sentimento profundo de um EU semelhante há sua graça.
A “Evolução” te traz conhecimento, e ele te faz melhor no trabalho, nos estudos e na vida intima,como na vida Interior,pois você estará evoluindo evoluindo o seu caminho.
Com a “Certeza”,você tem firmeza no coração e assim você comanda sua vida com AMOR VERDADEIRO.Ao sentir a certeza você estará sentindo a segurança de seus pensamentos,Afinal,nós devemos ter certeza do que estamos vendo,e a certeza nos olhos,é a “Terceira Visão” em trabalho profundo com o EU superior.
Portanto, mantenha-se com os olhos sempre limpos da concupscençia,pois o objetivo do mundo é de te cegar,para que eles dominem a sua “Certeza” e a sua “Evolução”,e você perdendo sua visão,também perderá sua vida e complicará a visão das nossas futuras crianças,que no caso crescem seguindo os nossos passos e vão se cegando desde cedo.Infelizmente muitas das crianças se confundem bem cedo pelo nosso devido exemplo,e assim será de geração em geração se não haver Limpeza nos olhos.Seus olhos é quem te levará a praticar os atos,e as crianças sempre se espelharam em uma respectiva mais próxima delas.
Emancipe-se com os olhos sempre limpos,pois a conquista nunca será suja.A verdadeira conquista é limpa,e nela há “Evolução”e “Certeza”.
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há.Se alguém ama o mundo o AMOR do Pai não esta nele.Porque tudo o que há no mundo, a concupscençia da carne,a concupscençia dos olhos e a soberba da vida,não é do Pai,mas do mundo.
E o mundo passa, e a sua concupscençia ;mas aquele que faz a vontade de DEUS permanece para sempre.”(1João Cap.2 Ver.15,16 e 17)
Mahatma Gandhi(Um exemplo da Lavagem Concientizadora)Autor:Walace Gustavo da Silva (JAH WALA)
JAH Abençoa*
